Editorial Vol. 6 N. 2


Editorial


Análise Térmica: algumas perspectivas futuras

Análise Térmica (TA), segundo a definição proposta pela Confederação Internacional de Análise Térmica e Calorimetria (ICTAC), endossada pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) e traduzida para o português por Ionashiro e Colaboradores “é o estudo da relação entre uma propriedade da amostra e sua temperatura, enquanto a amostra é aquecida ou resfriada de maneira controlada”. As técnicas mais amplamente utilizadas são a Termogravimetria ou Análise Termogravimétrica (TG ou TGA), Análise Térmica Diferencial (DTA) e a Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC).

As técnicas termoanalíticas vêm sofrendo grande sofisticação ao longo dos anos com equipamentos mais precisos, análise mais rápidas, quantidade de amostra empregada nas análises cada vez menores e softwares com mais ferramentas de análise. No entanto, o fator crucial que possibilitou aumentar o potencial de aplicação e facilitar a interpretação dos resultados termoanalíticos foi o acoplamento a outras técnicas, como a espectroscopia vibracional (FTIR e Raman), difratometria de raios X (DRX), espectrometria de massas (MS), cromatografia em fase gasosa (CG) e microscopia óptica. Com isso, uma variedade de técnicas acopladas passou a ser fornecida pelos fabricantes de equipamentos, como TG/FTIR, TG/MS, TG/FTIR/MS, TG/CG, DSC-Raman, DSC-FTIR, DSC-DRX, DSC-microscopia, etc.

E agora? Qual será o novo marco no desenvolvimento das técnicas termoanalíticas? Pela grande experiência adquirida ao longo dos últimos anos no Laboratório de Análise Térmica Ivo Giolito (LATIG) – IQ/Araraquara e pelas discussões e convívio com o mais renomado termoanalítico do Brasil, Massao Ionashiro, acreditamos que um elo que ainda deve ser aperfeiçoado é a análise online do(s) resíduo(s) formado(s) durante a degradação térmica de compostos orgânicos e inorgânicos. Embora já seja fornecido por algumas empresas equipamentos de DSC-Raman e DSC-FTIR, os quais permitem a identificação dos produtos sólidos formados durante o aquecimento, outros equipamentos de análise térmica, como a TGA, e técnicas como a espectrometria de massas (MS) também podem ser unidas. Desta forma, o futuro da análise térmica tangencia essa linha, o aprimoramento de técnicas para a análise in situ do resíduo formado durante as medidas de Análise Térmica

 

Flávio Junior Caires

15/06/2017

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